Arquivo mensal: maio 2009

FESTA…ÔÔÔÔBA!!!!

Dia – 23/05/2009
Horário – a partir das 12h
Preço – R$ 12,00 (doze reais por pessoa, bebida a parte)
Local – Quadra da Escola de Samba Acadêmicos de Nova Poá
Endereço – R.  Juriti, 200 – Jd. Nova Poá – Poá – São Paulo
Próximo ao ponto final de ônibus do Jd. Nova Poá.
 

EVENTOS INTERNACIONAIS

Recentemente tive o prazer de entrevistar um excelente profissional da área de eventos com experiência internacional. Veja na íntegra a entrevista e como sempre digo que sou um ser humano em constante processo de aprendizado acabo de aprender um pouco mais…….

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"Ao recebermos eventos internacionais no Brasil, o trade está se qualificando, se especializando, e estamos nos preparando para os megaeventos esportivos".
Sra. Jeanine Pires  – Presidente da EMBRATUR.

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Em matéria de eventos internacionais o Brasil é o país líder na América Latina e também nas Américas. No continente, fica atrás apenas dos Estados Unidos. Desde 2003, o Brasil subiu 11 posições no ranking da ICCA – naquele ano era o 19º colocado, com 62 eventos e hoje já figura entre os destinos TOP 10 do mundo, figurando na 8ª posição, em 2007, no ranking da ICCA (International Congress and Convention Association), a mais importante entidade mundial do setor.
            Tais dados nos foram apresentados através da “Pesquisa do Impacto Econômico dos Eventos Internacionais no Brasil 2007/2008”, estudo encomendado pelo Ministério do Turismo, por meio da EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo), à FGV (Fundação Getúlio Vargas).
            Diante de tais fatos faz-se necessário o aprimoramento, o aperfeiçoamento e a constante reciclagem de todos os envolvidos nesta área específica, não só para valorizar ou manter a posição, mas também melhorar e quem sabe chegarmos a ficar entre os três melhores desta lista TOP 10.
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O ENTREVISTADO

 

Jorge R. B. Drabczynski
Professor universitário, graduado em educação Física, pós-graduação em Administração Hoteleira, MBA Executivo Internacional de Hotelaria, Turismo e Entretenimento (Boston – USA), profissional da área de eventos desde 1991com passagem pelos Estados Unidos, Europa, China, Dubai, México, Las Vegas. Coordenou lançamentos de carros como Vectra em New Orleans (1992), Corça em Barcelona (1994), S-10 no Arizona (1996), trabalhou na Copa da Alemanha em 2006 e na Copa dos Estados Unidos em 1994.
Contato – jorge@sentire.com.br

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A ENTREVISTA

Por Ivo Brasil

 

1.             Conte-nos um pouco de sua história, como você começou este caminho na área de eventos? Qual sua formação? O que você faz hoje? Quais são seus desafios e objetivos nesta área?

JORGE – Lembro como se fosse hoje, anos 80. Eu sempre tive o sonho de trabalhar na Disney, mas faltava dinheiro para custear este meu sonho, entretanto isto não me esmoreceu, já que eu não tinha o dinheiro para viajar resolvi fazer um curso de Guia Internacional, foi a melhor decisão de minha vida, lá conheci uma pessoa que acabou me indicando para a Stella Barros, (empresa que na época era “a dona” da rota Brasil/ Disney) e foi ai que começou minha carreira e a realização de meu sonho, fiz minha primeira viagem internacional (Disney) em 1992, depois disso não parei mais.
Minha formação deixa ver (pausa). Sou graduado em Educação Física, pós-graduado em Administração Hoteleira e fiz MBA Executivo Internacional de Hotelaria, Turismo e Entretenimento na Fundação Getulio Vargas e Universidade de Babson, Boston, USA. Hoje trabalho com Viagens de Incentivo, Missões Técnicas ao Exterior, Coordenação e/ou Supervisão de diversos Eventos.
Com relação aos meus objetivos posso te dizer que estou concentrado em um só, aumentar meu expertise na área de relações Internacionais, o que não deixa de ser um grande desafio.
 
1.             Quais eventos internacionais você já participou? Valeu a experiência? O que ficou de aprendizado?
JORGECoordenei vários eventos pelo mundo (Feiras, Lançamentos de Produtos, Convenções, Road Shows nos Estados Unidos, Europa, China, Dubai, México) isso a partir de 1992 e teve uma experiência bem marcante que me ensinou muito em todos os sentidos. Foi o lançamento dos carros Prado, Hilux e Fielder em Las Vegas, em 2004. Este evento eu criei, elaborei e coordenei todo o processo, graças a Deus foi um grande sucesso e repercutiu muito bem entre os clientes da Toyota e para os outros envolvidos e tem ainda os lançamentos dos carros da GM nos anos 90 (também foram trabalhos incríveis). Atuei como coordenador operacional e de logística (1992 – Vectra em New Orleans, 1994 – Corça em Barcelona, 1996 – S-10 no Arizona).
No meio de uma conversa e outra, rebatendo informações, tomamos a liberdade de pedir algumas dicas para passar ao pessoal interessado em entrar nesta área, dicas estas que servem e muito para nós também e os dois foram unânimes (quase):
 
¨   Freqüentes eventos seja ele qual for, e se informe de tudo o que poder a respeito da área que lhe interessa;
¨   Visite as empresas que oferecem determinado produto/serviço que desperte seu interesse comercial/profissional, converse com as pessoas, peça opiniões, dicas e mostre interesse em conhecer melhor a empresa e o que ela oferece.
¨   Se ofereça para fazer algum trabalho para a empresa, mesmo sem remuneração – é uma forma de aprendizado e pode lhe abrir muitas portas;
¨   Comece fazendo pequenos eventos, mas se preparando, se estruturando, pesquisando, estudando e se informando sobre eventos maiores, nacionais e internacionais, todo bom profissional geralmente tem começado de baixo, fazendo pequenos eventos, mostrando sua capacidade e competência aos poucos, nada de se afobar;
¨   Conheça pessoas, cultive relacionamentos, amplie-se, trabalhe, dê atenção ao network, esta forma de contato é responsável pela criação de muitas oportunidades.
 
1.             Qual é o nível dos profissionais desta área aqui no Brasil? Há alguma área em que eles deixam a desejar?
JORGE Normalmente, os profissionais que começam a trabalhar nesta área de eventos internacionais são guias de turismo, mas não são completos. Sabem muito bem os tramites do trabalho como guia, como liderar pessoas, mas não tem conhecimento operacional sobre estruturação, entre outras coisas. Falta bagagem.
 
2.             O que você considera como grande desafio, no Brasil, neste segmento de eventos internacionais?
JORGE Troca de experiências/ Material educacional, como livros e projetos, a respeito do assunto, à disposição para consulta/ Falta de cursos próprios, enfim, falta muita coisa.  
 
3.             Quais as principais diferenças entre o profissional interno (Brasil) e o profissional externo (exterior)? E o público?
JORGE O profissional que desenvolve eventos, seja no exterior ou não, deve, além de todo o conhecimento sobre como organizar um evento, ser conhecedor de alguns fatores fundamentais:
1. Idiomas, no mínimo com boa compreensão, afinal de contas, quando se trata de eventos a diversidade é grande até neste setor;
2. Conhecimento sobre a cultura local, como as pessoas se comportam, hábitos de uma forma geral;
3. Saber lidar e gostar de se relacionar com as pessoas, ser gentil, amistoso, eficiência, eficaz, bom negociador, pontual nas decisões e horários. 
 
4.             Para você, o que é um projeto de sucesso e do que um bom profissional precisa para considerar o seu projeto um sucesso?
JORGE Um projeto de sucesso é aquele que ao final, apesar dos contratempos, o cliente diz fica satisfeito com a boa execução apresentada, o elogia e o chama para o próximo evento
5.             Qual o principal ganho para quem participa de um evento internacional seja ele um profissional ou um mero expectador?
JORGE Um evento internacional tem outra dimensão, tudo se torna maior e com mais brilho e alegria, por mais que algo seja feito que as pessoas já vivenciaram, no exterior a proporção é outra e para o profissional que sabe aproveitar as oportunidades, lidar com situações inusitadas, se fazer entender em outro idioma, com diferentes movimentos, timing, pessoas, lugares… é muito rico, não só no âmbito do trabalho, mas no aproveitamento de novas experiências na vida. 
 
6.             Geralmente existe evento que oferece muitas atividades simultâneas e para diversos tipos de público. Como é concentrar e trabalhar esta diversidade num mesmo evento? Você já passou por este tipo de experiência? Se sim como foi e qual a melhor lição tirada disso tudo?
JORGE Já participei e participo de vários desta natureza, é um dos meus expertises, coordenar eventos com muitas ações acontecendo ao mesmo tempo. Tudo deve ser e estar muito organizado (planilhas, roteiros, check lists). A concentração deve ser total. Nada pode passar despercebido, e é bom vocês alunos de ventos começarem a pensar assim, isso se chama desafio. Quanto às experiências/lições, eu diria que na realidade é mais um desafio neste tipo de ação, estar atento a tudo, pensar em tudo, ser extremamente detalhista, mas isso se desenvolve com o tempo e acaba sendo uma condição inerente para quem é organizado. Para quem não o é, paciência, não conseguirá atuar neste tipo de evento. 
 
7.             A questão da infra-estrutura é ponto fundamental na escolha pela cidade e pelo local que irá sediar um evento internacional? Há outras variantes que podem ajudar ou atrapalhar o sucesso do evento neste sentido?
JORGE Sim, é muito importante a infra-estrutura, porém o mais importante é conhecer as pessoas com quem se vai trabalhar e deixar tudo muito claro de como as coisas funcionam no local e uma visita de inspeção muito bem elaborada pode ser o primeiro passo deste sonhado sucesso. Ler os contratos, perguntar e perguntar as dúvidas, deixando-as muito claras e se colocando também com muita clareza sobre o que quer, o que precisa, o que se pretende e principalmente o que vai receber pelo que está pagando/contratando
 
8.             O samba, a caipirinha e o futebol são alguns dos símbolos brasileiros mais conhecidos no exterior. Qual a impressão que você teve disto nas visitas feitas a outros países?
JORGE Infelizmente, ou não, no exterior estes são os símbolos que realmente identificam nosso país. Eu, de maneira solitária e sempre que posso, procura mudar isto, falo sobre outros pontos importantes de nosso país, nossa grandeza, nossas fontes de riquezas, nosso povo hospitaleiro, entre outros aspectos. Procuro esclarecer as pessoas que o Brasil é mais do que samba, futebol e carnaval. 
 
9.             O Brasil tem recebido cada vez mais eventos, congressos, seminários internacionais. Você acha que realmente há uma política diferençada para o receptivo de turistas estrangeiros para esses tipos de eventos?
JORGE Não há. O Brasil precisa se profissionalizar muito no trato com os estrangeiros, principalmente os que vêm para negócios.  Precisa de mais empresas de receptivo com pessoas preparadas, fluentes em vários idiomas e que entendam as culturas das pessoas que vem nos visitar, não basta só mostrar onde são os principais pontos turísticos e churrascarias. Tratando-se de turismo e principalmente de turismo de negócios ainda somos uma criança em fase de evolução/ desenvolvimento. Os estrangeiros estão descobrindo o Brasil, entretanto, nós alem de não estarmos preparados, ainda não fizemos esta descoberta. 
 
10.        Dos grandes eventos internacionais gerados a partir do Brasil ou aqueles que escolhem o Brasil como sede, existe um em específico que chama mais sua atenção? Há um motivo especial para isso?
JORGE Jogos Panamericanos. Com certeza este chamou a atenção não só minha, mas do mundo inteiro, afinal de contas foi o último grande evento de expressão mundial que tivemos aqui no Brasil, (se não me engano). Teve muitos atrasos nas obras, foi super faturado e até hoje as instalações construídas estão abandonadas. Infelizmente faz parte de a nossa cultura pensar apenas quando estiver em cima da hora para realizar.
O Brasil tem atraído muito a atenção de outros países, pelo nosso desenvolvimento econômico, pelas nossas belezas naturais, mas em se tratando de alguns eventos, estamos aquém de um nível de organização satisfatório e isso é péssimo.
 
11.        Não dá para falar de eventos e não falar em turismo e vice-versa, e é sabido que o Ministério do Turismo ganhou recentemente da Organização Mundial do Turismo (OMT) o prêmio Ulysses Awards para o Cadastur. Você acha que essa ferramenta/título pode auxiliar o desenvolvimento e a promoção do turismo nacional e conseqüentemente a produção de mais e mais eventos?
JORGE Teoricamente acredito que sim. Veja a SP-Turis. Uma empresa, que através de ações de desenvolvimento do turismo tem mostrando São Paulo, valorizando seus pontos interessantes e atrativos e tem recebido um número cada vez maior de eventos, mais turistas (mais gasto – deles – aumento das receitas. extensão da estadia das pessoas para mais dias do que usualmente ficariam, tudo isso é ponto positivo. (Lembrando: as ações mais efetivas na área do turismo nacional começaram apenas na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, culminando com o programa de Turismo desenvolvido pelo presidente Lula, portanto ainda somos muito novos, tratando-se de políticas públicas de desenvolvimento do turismo).
 
12.        O Brasil foi citado como referência na promoção de eventos internacionais por outros países durante o XXVI Congresso da Federação de Entidades Organizadoras de Congressos da América Latina, isso pode nos ajudar a melhorar a política de captação de recursos para eventos, de uma forma geral, ou fica tudo na mesma?
JORGE Sim pode nos ajudar desde que os "gaps" sejam corrigidos, com a melhora da capacitação, maior intercâmbio entre profissionais, cursos de desenvolvimento e formação de profissionais específicos, acesso aos materiais didáticos, projetos e referências. 
 
13.        Em um mundo onde a oportunidade de diferenciação para um produto ou serviço é cada vez mais reduzida, como os profissionais desta área de eventos, de uma forma geral, devem agir? Baseada na sua experiência, você pode nos dar algumas dicas a respeito disso?
JORGE A criatividade ainda é uma virtude muito admirada e esperada para quem atua na área de eventos e é primordial neste momento de crise. Ser criativo, se diferenciar do que já existe, esse é um grande desafio. 
 
14.        "Ao recebermos eventos internacionais no Brasil, o trade está se qualificando, se especializando, e estamos nos preparando para os megaeventos esportivos", afirmou a presidente da EMBRATUR, Sra. Jeanine Pires em entrevista recente. Qual sua opinião a respeito disso, por exemplo, estamos preparados para estes grandes eventos esportivos, sendo mais específico, estamos preparados para 2014?
JORGE Claro que não!!!! (risos, o Jorge foi muito “enfático”).
Conversa de político, A Copa do Mundo de 2014 está batendo em nossa porta, o que está sendo feito para isso? Até agora nada. O “trade” está se qualificando, através de qual instrumento? Não existem cursos, formação, trocas de vivências para os que pretendem entrar na área. Como vai ser na hora que abrir as inscrições para os voluntários, que virão de muitas partes do Brasil e do mundo, será que o aspecto idioma vai atrapalhar?
O Panamericanos mostrou nossa fragilidade em aspectos importantes como infra-estrutura, quero só ver como, ou qual será as soluções encontradas para a Copa do Mundo, onde a logística é mais complexa (o mundo todo estará de olho).
Não estamos preparados para organizar uma Olimpíada e nem sei se um dia estaremos. Falta comprometimento, falta seriedade. Os líderes que estão à frente destes eventos, não estão compromissados em fazer um trabalho de excelência e sim nos interesses próprios. Enquanto isso não mudar não seremos um país que tenha credibilidade para organizar grandes eventos……..
Tive o prazer de trabalhar na Copa da Alemanha em 2006 e na Copa dos Estados Unidos em 1994 e com fé em Deus espero trabalhar na Copa de 2014 aqui no Brasil e o tempo vai dizer se estou certo ou não. Material para comparar eu tenho (risos)

 

ENTREVISTA À UMC

 
Entrevista ao Diego Alves do Curso de Publicidade e Propagana da UMC
(durante o Evento AniMogi)

ENTREVISTA À UNIP

 
Outra entrevista, desta vez para  Vera Sousa da UNIP .
 
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EVENTO DE SUCESSO

 

A cultura pop japonesa, mais especificamente os eventos que reúnem fãs de mangás e animes, está cada vez mais ocupando o espaço no cotidiano de muita gente interessada no assunto. Em um evento desta natureza é possível encontrar diversas “tribos”, cada uma com suas características, os exemplos mais comuns são os Otakus (aqui no ocidente a palavra é utilizada como uma “gíria” para rotular fãs de animês e mangás em geral, em uma clara mudança de sentido em relação ao idioma de origem do termo)

 

Dentro deste universo, com o passar do tempo, surgiram diferentes "grupos" de otaku que se identificam de acordo com seus interesses em comum, exemplos:

 

  • anime otaku (interesse por animação japonesa)
  • manga otaku (intreresse por histórias em quadrinhos)
  • pasokon otaku (interesse por computadores)
  • gēmu otaku (interesse por videogames)
  • tetsudō otaku (interesse por miniaturas, brinquedos)
  • gunji otaku (interesse por armas e coisas militares)
  • auto otaku ou jidosha otaku (interesses por carros)

Há ainda os Cosplayers (abreviação de "costume player", fantasia em inglês, o cosplayer se caracteriza como um personagem de algum livro, mangá, jogo ou filme que queira homenagear, representa a personalidade deste e em alguns eventos pode até mesmo competir com outros cosplayers em concursos, embora o grande barato e diversão sejam a exposição e o contato social gerado dentro do ambiente, mas um dos principais objetivos deste “Hobby” é fazer amigos.)

Os principais objetivos de eventos desta natureza é reunir não só os fãs da cultura pop japonesa, mas também difundir esta forma de entretenimento/ lazer e mostrar, aos que queiram saber um pouco mais sobre o gênero, o quão rico este universo pode ser e nesta linha de pensamento o assunto tem ganhado fãs bem importantes em toda parte do mundo, gente que de uma forma ou de outra ”beberam água desta fonte” (Madonna, a grife Cavalera, a banda Daft Punk, os Linkin Park…..)

Geralmente estes eventos costumam durar o dia inteiro e acontecem no mínimo em dois dias com sua programação voltada ao entretenimento, shows, concursos, stands, praça de alimentação, salas temáticas, workshops, pump, animekês, bandas e as mais diversas atrações.  

 

Nesta área uma das grandes promessas é o Gestor de Eventos Ivo Brasil, (46 anos), aluno da Universidade Anhembi Morumbi em Tecnologia e Gestão de Eventos (graduação prevista, junho 2009), ator há mais de 10 anos, embora não atue atualmente, amante da arte carnavalesca, artesão, possui ateliê próprio, e agora aspirante a escritor (o convite, para escrever, veio da Coordenação do curso de Eventos da Anhembi Morumbi – Vila Olímpia que resolveu convidar dois alunos para participarem do projeto de elaboração de um livro voltado para área de eventos e ele foi um desses alunos. Em fase de produção o livro Eventos: vida social e corporativa, editora LCTE, em co-autoria com professores da Anhembi Morumbi – VO (ainda não tem data confirmada de lançamento, mas já está sendo esperado com grande expectativa, pois traz ao mercado um excelente instrumento de pesquisa para os profissionais da área de eventos).

 

Em outubro de 2008 Ivo Brasil foi convidado para integrar a equipe que iria promover em Mogi das Cruzes, cidade próxima de São Paulo, a 1ª edição do Animogi, evento focado na cultura japonesa de animes e mangás. O convite partiu da OSCIP Ame Brasil e do Regis Cursino, então Coordenador do Evento (o evento aconteceu nos dias 14 e 15 de março de 2009 no Colégio Liceu Brás Cubas, Rua Capitão Manoel Caetano, 266 – Centro – Mogi das Cruzes – SP) 

 

Em uma das poucas folgas da correria geral, Ivo nos concedeu uma entrevista onde falou um pouco a respeito do evento. 

 

(1)              Fale um pouco do seu trabalho?

Como eu disse fui convidado para fazer parte da nova equipe do AniMogi, um evento que já tinha sido cogitado de ser feito no ano anterior e que acabou não acontecendo por problemas internos, portanto um projeto que já estava mais ou menos formatado e acabei assumindo a Assessoria de Eventos. Na primeira reunião, passando o “briefing” pude notar que algumas coisas precisavam mudar e uma delas era a logomarca, já que estávamos reestruturando o evento nada mais justo que as coisas tomassem um rumo mais profissional, propus então que fosse criada uma nova logomarca e que fosse feita sua defesa para que todos soubessem exatamente o seu significado e propósito, afinal de contas ela seria nosso cartão de visitas, seria a forma como nossa equipe passaria a ver o evento. Foi então que passei a pesquisar e criei a logomarca atual, da qual sou detentor dos direitos e que está sendo usada pelo evento em regime de concessão.

 

Como sou uma pessoa detalhista, acabei por opinar em toda estrutura do evento, mudança de domínio, novo layout do site, concepção de possíveis mascotes, planta baixa do evento (o que define onde cada coisa fica dentro da necessidade e estrutura do espaço, esta fiz pessoalmente e depois passei para aprovação da equipe, que contava também com a Designer Natty Akemi, aluna da Anhembi Morumbi e que foi responsável pela criação das outras artes, e é óbvio que eu meti meu “bedelho” por lá também) o pessoal até que teve uma paciência de Jó com minhas chatices, mas no final deu tudo certo e tenho certeza que todos aprendemos um pouco um com o outro.

 

(1)              Como são elaborados eventos dessa natureza?

Não existe uma “fórmula” para elaboração deste ou daquele evento, mesmo porque, tratando-se de evento nada funciona (risos), calma que explico, quando digo que nada funciona é porque o que é bom para uma tipologia, teoricamente, não é bom para outra, pois cada evento possui suas particularidades e é preciso analisar muito bem estas particularidades, exemplo, conhecer o mercado, quais são os concorrentes, o que este mercado/segmento tem para oferecer ao público de interesse….. e acima de tudo, gostar, e muito,  do que faz, acredito eu que estas sejam algumas dicas importantes a seguir.

 

(3) Quantas pessoas são esperadas no evento e qual o tipo de publico, que costuma prestigiar o evento

Eu particularmente espero umas 50 mil pessoas (risos), brincadeirinha, agora falando sério, 5.000 mil pax (pessoas) é o público esperado para este evento, mas isto não aconteceu, acredito que tivemos uma média de 3.000 pax, o que foi muito positivo, levando em consideração que estamos na primeira edição. O tipo de publico que freqüenta este evento são fãs de animes, mangás e da cultura japonesa em geral, há ainda os curiosos e as pessoas interessadas em pesquisas, neste caso, universitários, aliás, neste último dia de evento tivemos a presença de universitários de quatro universidades em busca de informação sobre a tipologia/particularidades deste segmento e isto é muito positivo e satisfatório, pois mostra que o assunto é interessante e pode gerar excelentes discussões (no bom sentido).

 

(4) Quantos profissionais trabalham num evento como o Animogi?

Se levarmos em consideração o período de pré-evento, evento e pós-evento, teoricamente umas 120 pessoas durante todo o processo e como estamos na primeira edição e não temos patrocínio, tudo feito na raça e na crença de nossas convicções, a maioria deste pessoal trabalhou na base do voluntariado, no meu caso houve um contrato com base em uma determinada porcentagem sobre o valor do evento, contrato de risco. Cheguei a cogitar com a equipe a possibilidade de abrirmos o espaço para os universitários participarem do evento e usarem a experiência como atividade complementar, mas no meio da correria e levando em consideração o período de recesso da rede ensino, a coisa ficou meio de lado, culpa minha, mas vai aí uma dica e sugestão para todos os organizadores de eventos deste ou de outro tipo, a moçada precisa de atividade complementar, vamos ajudar (cursos de interesse, Eventos, Turismo, Hospitalidade, Jornalismo, Publicidade e Propaganda….).     

 

(5) Com quantos dias de antecedência é planejado um evento?

Muitos e muitos e muitos dias, na realidade semanas, meses e alguns casos anos. No nosso caso foram mais ou menos seis meses de planejamento, levantamento de dados, definição de datas, busca de local disponível…… e por ai em diante.

 

(6) Como é divulgado o evento?

Este evento em particular usou muito as redes sociais na internet para se fazer notar, levando em consideração que somos o país número um em acesso a internet, creio que foi uma boa escolha, é óbvio que alguns pontos ficaram frouxos, mas nada é perfeito. Outras formas de divulgar um evento podem ser através de cartazes, banners, faixas, fly, sites, a mídia escrita/ falada de forma geral, dentre outras.

 

(7) Existe um patrocínio para esses eventos?

Patrocínio existe para todo e qualquer tipo de evento, dureza é conseguir este patrocínio.  No nosso caso o que existe, ou melhor, existiu foi o pai (trocínio), no caso a AME Brasil bancou alguns gastos, que foram ressarcidos depois e graças a Deus tivemos o apoio de algumas empresas (ver relação no site http://www.animogi.com). Cheguei a enviar pelo menos uns dez projetos solicitando patrocínio, mas não obtive respostas, uma pena, mas, bola prá frente 2010 está por ai….

 

(8) Quais são as dificuldades de fazer um evento desse gênero como o Animogi?

Muitas. As dificuldades são iguais para todo e qualquer empreendimento, seja ele grande ou pequeno, quem acha que fazer evento é fácil tá muito enganado. A responsabilidade é muito grande, pois a maior preocupação é com a segurança de nosso público e quando falo em segurança não estou me referindo a um “guarda roupa” plantado na entrada, refiro-me ao “bem-estar” (segurança em eventos está relacionada diretamente ao bem-estar do público em geral e o capítulo do livro Eventos: vida social e corporativa, que foi escrito por mim trata exatamente disso).

 

Outra grande dificuldade previsível e importante, que deve ser pensada com antecedência são os contratos do evento, tudo deve ser feito por escrito, nada deve ser combinado “de boca”, isso pode gerar discussões futuras, mas ainda tem gente que insiste em usar o “jeitinho brasileiro” de forma errada.

 

(9) Quais são as vantagens de montar um evento como esse?

Geralmente quando se fala em vantagens, neste caso, pensa-se logo em dinheiro, pois bem, sinto decepcionar os menos desavisados, neste evento não ouve lucro, ele pagou-se, é o que chamamos de PE (ponto de equilíbrio em Administração Contábil), entretanto há outras coisas que podem ser consideradas como “vantagens”, vou citar, como exemplo, o que eu classifiquei como objetivo geral do evento.

 

Ø      divulgar a arte do mangá, gênero da literatura japonesa extremamente popular em seu país de origem (Japão)  e que hoje encontra fãs em toda parte do mundo;

Ø      incentivar a aprendizagem e disseminação cultural da arte anime/mangá;

Ø      reunir fãs de desenho animado de origem japonesa (anime);

Ø      colocar a cidade de Mogi das Cruzes – SP, no calendário oficial dos eventos dessa natureza;

Ø      estimular o turismo de negócio na cidade;

Ø      gerar empregos/renda.

 

Como é possível observar, não existe uma vantagem específica para este ou outro tipo de evento/ público, as vantagens e as desvantagens são muitas. É claro que tem a parte financeira que deve ser compensadora, para permitir que você faça outros eventos, entretanto a alegria e a satisfação de ver o evento pronto e tudo correndo bem, isso não têm preço. Esse evento deu trabalho, pois ele estava desacreditado, quase que cancelado, no entanto ele está acontecendo e como você vê, lotado (bombando, na gíria mais jovem).

Outra grande vantagem de um evento é poder ajudar o próximo de alguma forma, no nosso caso específico temos a responsabilidade social de angariar alimentos não perecíveis para o Fundo de Solidariedade de Mogi das Cruzes, não conseguimos o esperado, mas vamos continuar tentando e o que foi arrecadado com certeza servirá para ajudar muitas pessoas.

 

(10) Quais são as desvantagens do evento?

Não sei se há “desvantagens” específicas, ou pelo menos eu me nego em pensar nas tais “desvantagens”, prefiro analisar os pontos fortes/ positivos e os pontos fracos/ negativos, encontrar soluções, ver quais ações que melhor se aplicam ao problema agir e seguir em frente, mas te confesso, eu ainda fico muito triste/ chateado/ irritado com a falta de profissionalismo de alguns pseudos profissionais, com a inveja, com a divulgação negativa de pessoas que não acreditam e gostam de fazer parte da turma do contra, enfim, coisas negativas, mas apesar dos pesares ainda é possível exercitar o aprendizado sempre e como sou um ser que busca este aprendizado e estou em permanente construção, então vamos em frente.

 

 

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